7 de maio de 2012

Poesia numa monótona segunda

Hey!

É boa a sensação de que a vida voltou ao ritmo normal,mesmo sendo bom também o sentimento de "férias" mas manter a cabeça vazia por muito tempo não é saudável,parece que o tempo não passa,nada mais faz sentido e o tédio toma conta d nossas vidas,por isso sempre tento me manter um pouco ocupada mesmo em momentos que são destinados ao descanso completo,não me sinto eu mesma se não fizer desse modo,é estranho,mas eu gosto de coisas estranhas;e o poema que escolhi para hoje entrou de uma maneira estranha em minha vida,vendo um filme onde um trecho dele era recitado me encantei por seus versos,o problema depois foi conseguir encontrá-lo,levei algum tempo para descobrir e quando finalmente o li completo me apaixonei,simples e perfeito.
A dança

Não te amo como se fosse rosa de sal, topázio
Ou flecha de cravos que propagam fogo:
Te amo como se amam certas coisas obscuras,
Secretamente, entre a sombra e a alma.

Te amo como a planta que não floresce e
Leva dentro de si, oculta, a luz daquelas flores.
E graças a teu amor, vive oculto em meu
Corpo o apertado aroma que ascende da terra.

Te amo sem saber como, nem quando, nem onde.
Te amo diretamente sem problemas nem orgulho;
Assim te amo porque não sei amar de outra maneira,

Senão assim, deste modo, em que não sou nem és.
Tão perto de tua mão sobre meu peito é minha,
Tão perto que se fecham teus olhos com meu sonho. 


Pablo Naruda




Love,kisses & rockets
da Mandy

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