18 de maio de 2013

Resenha Nosferatu

Hey!

Primeira resenha do blog!

E muito especial, nada menos do que a minha primeira resenha feita na faculdade, na qual eu tirei A. E enquanto eu preparo a resenha do penúltimo livro que li vocês aproveitam essa primeira resenha, de muitas.


A arte em apreciar a morte

Nosferatu, o vampiro da noite, de 1979 - segundo o site Cinema Uol, é uma refilmagem feita pelo diretor W. Herzog do filme clássico do cinema mudo "Nosferatu" de F.W.Murnau, adaptado do livro de Bram Stocker, são os primeiros contatos do cinema com o mundo vampiresco.

Essa história começa quando o corretor de imóveis, Jonathan Harker (interpretado por Bruno Ganz), é enviado por seu chefe aos Montes Cárpatos na Transilvânia, onde irá se encontrar com Conde Drácula ( interpretado por Klaus Kinski), que pretende se mudar para a cidade de Winar, a mesma de Jonathan, e precisa de seus serviços para encontrar sua casa. Em sua viagem, Jonathan é alertado, por estalageiros e ciganos que vivem por perto, sobre o mal que paira no monte, mas segue com sua viagem para cumprir seu trabalho e voltar para sua esposa Lucy (interpretada por Isabelle Adjani).

Até esse ponto do filme podemos perceber que o diretor usa cores e iluminação pautados na suavidade e luz, mas ao passo que o personagem principal avança em direção ao seu destino, o filme vai perdendo essa coloração e luminosidade, tornando o ambiente mais denso e sombrio, o personagem passa por terrenos irregulares e caminha na direção oposta ao rio da montanha, passando a sensação nítida que ele ruma para o desconhecido e para o obscuro pontuado pelos alertas de personagens secundários.

Ao chegar ao castelo, Jonathan é recebido pelo próprio Conde que lhe oferece um grande banquete de boas vindas; Jonathan é surpreendido pelo comportamento do Conde, quando em um momento de distração acaba ferindo o próprio dedo, despertando no Conde o desejo por sangue, atraindo-o para si, Jonathan consegue afastar o Conde e acaba dormindo na sala de estar.


Nesse momento podemos perceber a teatralidade com a qual Kinski executa seus movimentos, também notamos o ambiente opaco e vazio que faz uma relação direta com o personagem o Conde, mais uma vez o diretor brinca com o jogo de luz e câmera, em mostrar Kinski no alto de uma escada com o foco de luz posicionado abaixo do seu rosto, iluminando-o de baixo para cima, enfatizando o ar de superior, ou mesmo o detalhe do rosto do personagem bem iluminado contrastando com o ambiente negro a sua volta.

Jonathan começa a notar mais aspectos estranhos em relação ao Conde e ao castelo, portas quase sempre trancadas, barulhos sem que aja empregados a vista. Jonathan senta-se com o Conde para tratar de negócios, é quando o Conde vê a foto de Lucy e imediatamente encanta-se pela bela moça. O Conde não perde tempo em apressar sua viagem para Winar, e ataca Jonathan durante a noite para que ele não possa seguir o Conde até a cidade e atrapalhar seus planos, este ataque porém apenas atrasa Jonathan, que consegue voltar a Winar com ajuda de ciganos, mas a presença do Conde já é sentida pelos habitantes e a peste se espalha com rapidez pelas ruas, atingindo a quase todos ali. Lucy descobre que a fonte de todo o mal, desespero e destruição é o Conde Drácula, e qeu ela pode intervir em favor do povo, Lucy então decide atrair o Conde até sua casa e mata-lo como leu no livro que encontrou nas coisas do marido, um presente dos estalageiros.

Mesmo com a abdicação de sua vida e a morte do Conde, Lucy não consegue parar o mal por completo, pois ele se estendeu a Jonathan, quando foi atacado pelo Conde.

O contraste entre bem e mal é muito bem colocado pelo diretor em relação a iluminação e montagem de ambiente, no primeiro encontro entre Lucy e o Conde é perceptível o foco de iluminação em Lucy e a falta de iluminação no Conde, outra cena marcante se passa na praça central da cidade, caixões e mais caixões são carregados por todo local, pessoas festejam por todos os lados entre a morbidez da morte presente, animais transitam no meio de todos, esse ponto deixa bem explícito a relação do povo alemão com a morte, sendo ela bem aceita em meio a dor e ao fim próximo, diferentemente de outros povos que temem a morte, o diretor pontua essa característica dos alemães em seu filme com essa bela cena.

Nosferatu é um filme com características bem artísticas, típicas do cinema europeu, pode não agradar a todos, mas tanto a versão de Murnau quanto a de Herzog devem ser apreciadas de modo ímpar, e ambas são obras grandiosas do cinema, um bom pedido também para os amantes de terror.

Primeiro encontro entre Lucy e o Conde.

Lucy deixa que o Conde tire sua vida, para salvar outros.

Espero que gostem da resenha e dica de filme, e aguardem por mais.

Love & rockets
Mandy

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