14 de janeiro de 2014

Deixe a neve cair - John Green, Maureen Johnson e Lauren Myracle.

Hey!

Nesse natal que passou eu e as meninas (Lari e Thamy) trocamos presentes, além de uma coruja de recados linda, presente da Lari, eu também ganhei um livro, da Thamy; já que estou proibida de comprar livros por enquanto; e é um livro que eu queria desde que soube que seria lançado aqui no Brasil, e mais um pra minha coleção de John Green, o Let It Snow ou Deixe a neve cair, e o nome soa mais bonito em inglês, mas o que eu posso fazer né? Eu li esse livro em dois dias, devorei totalmente ele, e aqui agora deixo minhas considerações sobre ele nessa resenha!



Jubileu está ansiosa para o Natal, não apenas pela festividade dessa data mas também porque é nesse dia que ela e seu namorado Noah completam um ano de namoro, tudo parece perfeito na véspera de Natal, ela já está pronta e ansiosa para finalmente ver o namorado depois de ficar o dia todo longe dele, o que ela não esperava era que uma confusão mudaria totalmente seus planos; seus pais viajaram para a cidade vizinha onde existe a única loja que vende as peças da Coleção da Cidade de Natal do Papai Noel Flobie, e dessa coleção veio o nome dela que também é o nome do maior e mais importante prédio da cidadezinha fictícia; ela tem que fazer suas malas as pressas e é colocada num trem rumo à Flórida, onde vai passar o Natal com seus avós, nesse trem Jubileu enfrenta a falta de atenção do namorado que parece ocupado demais até para atender seus telefonemas, uma nevasca bem no meio do caminho, uma amizade inesperada com Stuart e o Natal mais diferente e divertido que ela podia imaginar, talvez o melhor natal de sua vida.


Esse primeiro conto O expresso Jubileu é escrito pela Maureen Johnson, e eu preciso dizer que esse conto é a coisa mais engraçada e fofa que eu li, a Jubileu é muito engraçada e sarcástica e a família dela nem se fala; o vício deles nessa Cidade do Papai Noel é descomunal, e esse vício que gera a confusão principal do conto, o nome dela também é deveras engraçado e inusitado, afinal não é comum ver pais dando nomes de prédios de cidades natalinas a seus filhos.

Stuart, um rapaz meigo e gentil e de coração partido, ele então leva Jubileu até sua casa para que possa passar a noite lá, em suas palavras sua mãe jamais o perdoaria se ele deixasse a garota passar o natal em uma Waffle House de beira de estrada, e é com esse convite que Jubileu então passa por uma aventura que vai virar sua vida de cabeça pra baixo.
"Fiquei em silêncio pelo choque. Ele estava certo. Era exatamente o que Noah deveria ter feito.
-Além disso, você acabou de dizer a ele que caiu em um riacho congelado e ficou presa em uma cidade estranha. E ele desligou? Eu faria alguma coisa. Viria até aqui, com ou sem neve. Talvez pareceça idiota, mas eu faria. E quer meu conselho? Se ele não terminar com você, você deveria dar um chute na bunda dele." (págs. 96 e 97)
Esse provavelmente deve ser o conto que eu mais amei no livro, me emocionei, ri e senti raiva com ele, o namorado da Jubileu parece ser o cara perfeito à primeira vista, mas bem lá no fundo ele é totalmente superficial e imbecil, e deixa ela totalmente magoada pois é covarde demais para abrir seu coração para ela, Jubileu e Stuart logo que começam a conversar e a conhecer um pouco mais um ao outro e entre eles surge uma chama de amizade com uma pitada de sarcasmo e provocações, mas no fundo ele apenas quer que ela veja sua vida com outros olhos, que a propósito é a coisa mais fofa desse livro ele tentando faze-la ver que o namorado perfeito não é tão perfeito assim, de todos os “príncipes” do livro ele é o mais fofo de todos, além de ser meigo e romântico ele toca piano e é todo esforçado pra ajudar a mãe, é muita fofura em um cara só. A família dele também é bem bacana, e embora a mãe e a irmã não apareçam muito são personagens bem construídos, a parte mais engraçada dessa família é o fato deles serem judeus e mesmo assim comemorarem o natal. Os dois passam por muitas aventuras juntos, desde caminhar na neve por uma longa estrada com sacolas plásticas por todo o corpo até cair dentro de um rio congelado, e a autora consegue fazer isso com muito humor. A escrita da Maureen é muito gostosa de ser lida e flui muito bem a cada capítulo do conto, embora isso se perca um pouco na tradução, mas ela consegue dar um toque bem realista para uma história que poderia até parecer bem clichê, mas as vezes a história precisa mesmo ser clichê para dar aquele ar fofo e especial; eu não li nada da autora e também não vi nada por aqui, mas já estou em busca para ler mais, ela amarra bem os personagens como um todo, e cada um deles, apesar de serem diferentes e alguns até inusitados e excêntricos, e a história também, além de dar um ótimo pontapé inicial para esse livro que conta com três histórias que no fim acabam se entrelaçando de alguma forma.
"Um caminhão solitário passou por nós e o Homem Alumínio nos lançou um cumprimento rigoroso conforme se dirigia mais para o centro de Gracetown. Todos saímos do caminho para dar passagem a ele - Stuart, eu e as menininhas. Stuart abriu o zíper do casaco e me convidou a ficar aconchegada sob o braço dele, e seguimos pela neve.
- Quer voltar lá para a casa pelo caminho longo? - perguntou ele. - Ou pelo atalho? Você deve estar com frio.
- Caminho longo - respondi. - O caminho longo, com certeza." (pág 118)

Tobin, Duke e JP são três adolescentes entediados que vão passar a véspera de natal assistindo a filmes do James Bond, mas seus planos são alterados quando recebem a ligação de um quarto amigo propondo um desafio, onde o prêmio é passar a noite na Waffle House cheia de lideres de torcida e muita panqueca, esses três amigos embarcam então em uma agitada corrida contra o tempo, numa disputa para conseguir sair de casa e chegar até a Waffle House com um jogo de twister e antes que uma dupla de gêmeos desajeitados cheguem lá e estraguem seus novos planos para o natal; o que esses amigos não sabem que muito mais que uma aventura engraçada e cheia de imprevistos é que vão encontrar não só lideres de torcida e panquecas, mas também o amor.


Esse segundo conto do livro “O milagre da torcida de natal” foi escrito pelo John Green, embora eu tenha ouvido algumas criticas não tão legais sobre ele eu não o achei de todo o mal, claro que eu acho que o John pode fazer muito melhor que isso, mas o conto é bem engraçado e algumas situações passadas pelos amigos são bem inusitadas, mas em alguns momentos eu acho que ele podia ter melhorado um pouco a história, os personagens são bem engraçados e típicos do John, o JP é o amigo que aparece em quase todos os seus livros, aquele gordinho estranho e tudo mais, já o Tobin é o tipo nerdinho lerdo e a Duke, isso mesmo Duke é uma garota que age e parece com um garoto, eles até contam a história da loja Duke & Duchess na qual o atendente confundiu Angie com um garoto e o chamou por duke (duque) e o apelido pegou, bom ela é legal e bem sarcástica, e apesar de ser amiga de dois garotos e ter um jeito “moleca” ela consegue manter sua essência bem feminina.
" - Tobin - falou JP do nada. Ergui a cabeça, e ele estava bem ao meu lado, dando passos largos pela neve. - Não que eu seja necessariamente a favor da ideia - disse -, mas acho que você talvez goste da Duke." (pág. 181)
Só achei um pouco apressado o modo como foi revelado sua paixão por Tobin, achei um pouco superficial demais, e o John podia ter caprichado mais nesse ponto em questão, mas isso é apenas o meu ponto de vista, mas o conto em geral é bem engraçado e os personagens, tanto os três principais quanto os secundários são bem engraçados e fazem o contexto todo bem diversificado. Esse conto, diferente do primeiro é bem curto e talvez seja isso que me deixou um pouco chateada, ele ficou tanto nos acontecimentos durante o trajeto casa do Tobin e Waffle House que acabou perdendo um pouco o ritmo no fim do conto, e como eu gosto de rapazes meio nerds eu gostaria de ter tido mais coisas fofas e românticas entre o Tobin e a Angie, que aparecem um pouco no último conto mas como são personagens secundários não tem tanto ênfase quanto teriam no conto do John, mas de uma forma geral o conto é bem divertido e fluido na hora de ler.
" Duke riu, levantando-me pelas axilas. O gorro molhado pela neve estava puxado bem para baixo sobre a testa. Olhei para ela, e ela olhou para mim, e não estávamos andando. Estávamos apenas de pé ali, e os olhos dela eram tão interessantes. Não do jeito normal de serem interessantes, como extremamente azuis ou extremamente grandes ou ornamentados com cílios obscenamente grandes, nem nada assim. O que me interessava nos olhos da Duke era a complexidade da cor - ela sempre dizia que pareciam o fundo de uma lata de lixo, uma mistura de verde, marrom e amarelo. Mas ela se subestimava. Ela sempre se subestimou.
Nossa. Era uma coisa difícil de "despensar". " (pág 187)

Addie é uma adolescente comum com problemas comuns, e está passando pelo mais comum e doloroso problema da adolescência a perda do primeiro amor, ela tinha tudo que sempre quis e deixou isso escapar por entre seus dedos, e agora nessa época do ano tão especial ela tem a chance de fazer tudo certo dessa vez, mas não apenas em relação ao seu namoro com Jeb, também com suas amigas Dorrie e Tegan, que sempre estiveram ao seu lado, mesmo ela não sendo a melhor amiga do mundo. Addie agora passa por uma prova de fogo para mostrar que está mudada, tanto para as amigas quanto para Jeb, nem que pra isso precise resgatar o mini porco, Gabriel, encomendado por sua amiga.


E para encerrar essa coletânea de contos temos o “O santo padroeiro dos porcos” escrito pela Lauren Myracle, eu só tinha lido um outro conto dela, na coletânea Formaturas Infernais e tinha gostado bastante da escrita dela, nesse conto não foi diferente, eu gostei bastante da escrita ela sabe como fazer uma história fofa, apesar da personagem principal ser um pouco chata e egoísta, as vezes chega até a se fazer de vitima, com o desenrolar da história vamos aprendendo a conviver melhor com ela, já suas amigas são hilárias demais, Dorrie é toda sarcástica e não perde uma oportunidade de cutucar Addie quando pode, já Tegan é toda meiga e esta sempre tentando manter a paz entre as amigas.
" A primeira foto que surgiu foi a primeiríssima que tirei de Jeb, clicada sorrateiramente com o celular há mais de um ano. Também nevava naquele dia, e na foto havia flocos de neve presos no cabelo escuro de Jeb. Ele vestia uma jaqueta de brim, embora estivesse um frio congelante, e lembro que imaginei se talvez ele e a mãe não tivessem dinheiro. Tinha ouvido que eles dois haviam se mudado da reserva Cherokee, que ficava a uns cento e sessenta quilômetros de Gracetown. Achei isso legal. Ele parecia tão exótico." (págs 210 e 211)
Como eu disse no começo a Addie é um pouco enjoada e melodramática demais, e isso chega a ser irritante, mas conforme a história vai passando e as coisas acontecendo Addie vai aprendendo a deixar de pensar apenas em si e seus problemas e passa a enxergar melhor que todos também tem preocupações e que não custa nada ela deixar um pouco de lado seu ego e ajudar ao próximo; o mini porco da Tegan é a coisa mais fofa do mundo e eu fiquei morrendo de vontade de ter um, infelizmente não tenho espaço pra isso, mas se morasse em uma chácara eu com certeza teria um mini porco que cabe numa xícara.
" Ela me entregou o Gabriel, e ele balançou as pernas em busca de algo em que se agarrar. Respirei o cheiro divino dele. Era como chantilly." (pág 323)
O livro tem uma capa muito bonita, que segue a original, as cores também combinam muito com o clima de inverno e neve do livro, a diagramação é bem feita e os detalhes de flocos de neve nas páginas de início dos contos tão um toque bem especial, uma pena o papel ser o branco e não o papel pólen, mas pensando melhor o branco combina bem mais com o clima de neve do livro, a Editora Rocco fez um ótimo trabalho nessa edição, o livro é todo fofo, e um ótimo presente para dar à um amigo que adora ler e que goste de histórias clichês e fofas. Fica aqui então a primeira resenha do ano pra vocês. 

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Love,kisses & rockets

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