24 de abril de 2015

Sejamos todos feministas - Chimamanda Ngozi Adichie

Hey!

Um assunto muito recorrente ultimamente é o feminismo, bom eu não vim aqui escrever um longo texto sobre o que é ou não ser feminista, mas sim compartilhar e refletir sobre um texto incrível que trata desse assunto de uma forma simples mas muito completa do que é ser feminista, como a sociedade vê o papel da mulher e até mesmo como a mulher vê seu próprio papel na sociedade. O meu ponto aqui é divulgar um conteúdo que eu acredito ser interessante e do qual eu compartilho muitas opiniões semelhantes.

Esse discurso da autora foi feito em uma palestra em 2012, essa conferência anual tem o foco na África, e ao ser convidada como palestrante, Chimamanda resolveu escolher o tema feminismo, por se tratar de um tema pouco debatido e que é limitado com muitos estereótipos. Com um diálogo inteligente a autora abre nossos olhos para as mudanças que são necessárias na sociedade em relação a igualdade entre homens e mulheres.
"A cultura não faz as pessoas. As pessoas fazem a cultura. Se uma humanidade inteira de mulheres não faz parte da nossa cultura, então temos que mudar nossa cultura."
É uma ótima introdução ao tema que requer muita pesquisa antes de ser debatido, vemos muitas mulheres extremistas deturpando a verdadeira essência do que é ser feminista, e esse texto resgata isso e nos dá uma visão do que realmente é o manifesto feminista, nada mais do que a busca pela igualdade entre homens e mulheres, e não uma corrida para provar qual gênero é melhor ou mais forte. A autora trata o tema de forma descontraída e discuta e importância de repensarmos hábitos e imposições culturais que meninos e meninas do mundo todo sofrem, é doloroso ver como a sociedade é evoluída em certos aspectos e em outros, parece que simplesmente paramos no tempo das cavernas.
"Aliás, aprender a cozinhar é bom para a vida prática e útil de um menino - nunca vi sentido em deixar na mão de terceiros uma coisa tão crucial como a capacidade de se nutrir."
Acredito que o discurso da autora pode ser um dos pontos de partida para mudanças na sociedade, mudanças são difíceis e tomam tempo e muita paciência, mas acho que essas mudanças são possíveis, e começam pequenas e vão tomando proporções muito maiores. É natural temer tudo o que é novo e diferente, mas o ser humano tem a grande habilidade de se adaptar às diversidades. Ao meu ver o intuito da autora com esse discurso não é impor nenhuma ideia ou algo do tipo, mas sim mostrar o outro lado da situação, e talvez plantar uma pequena semente dentro de cada ser humano para que possamos tornar o mundo um lugar melhor, não perfeito, pois a perfeição não existe, mas um mundo mais correto, pelo qual vale a pena lutar.
"Mas o que realmente conta é a nossa postura, a nossa mentalidade. E se criássemos nossas crianças ressaltando seus talentos, e não seu gênero? E se focássemos em seus interesses, sem considerar o gênero?."
Esse é um livro pelo qual vale a pena reservar algumas horas do dia para ler e aprender, pode ser que o leitor não concorde com tudo, mas é quase impossível que em todas as páginas desse discurso não haja nada que seja compatível com o ponto de vista de alguém.


ISBN: 9788543801728
Ano: 2014
Páginas: 36
Editora: Companhia das Letras
Nota: 5/5

Sobre a autora

Chimamanda Ngozi Adichie nasceu em Enugu, na Nigéria, em 1977. É autora dos romances Meio sol amarelo (2008) - vencedor do Orange Prize, adaptado ao cinema em 2013 -, Hibisco roxo (2011) e Americanah (2014), publicados no Brasil pela Companhia de Letras. Sua obra foi traduzida para mais de trinta línguas e apareceu em inúmeros periódicos, como as revistas New Yorker e Granta. Depois de ter recebido a bolsa da MacArthur Foundation, Chimamanda vive entre a Nigéria e os Estados Unidos. Sua célebre conferência no TED já teve mais de 1 milhão de visualizações. Eleito um dos dez melhores livros do ano pela New York Times Book Review e vencedor do National Book Critics Circle Award, Americanah teve os direitos para cinema comprados por Lupita Nyong'o, vencedora do Oscar de melhor atriz por Doze anos de escravidão.


Love, kisses & rockets
Créditos das imagens
Fotografia e edição por Amanda Prado

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