4 de dezembro de 2015

A Vida do Livreiro A J Fikry, Gabrielle Zevin

Genteee, demorei muito tempo para trazer a resenha desse livro!! 
Eu li nas férias de janeiro e até agora não tinha liberado a resenha, mas antes tarde do que nunca não é mesmo?



O nosso livreiro aqui, mora em Alice Island e vive uma vida bem pacata, ele odeia os escritores apesar de amar os livros. Ele teme que ao conhecer os autores, seu amor por eles possa ser despedaçado. A tristeza toma conta de sua vida, pois a cada dia as vendas dos livros diminuem, dado às compras pela internet e as aquisições de e-readers.


Após sua corrida habitual, ao voltar para loja/casa (ele mora no andar de cima) ele encontra a porta aberta, não escancarada, porém não estava trancada como anteriormente. Ele percorre toda a livraria tentando encontrar algo irregular e é nesse momento que o inesperado acontece, alguém abandona uma criança, um neném indefeso na livraria, sabe-se lá porquê. Ao que parece ser improvável, A.J. acaba tendo um carinho enorme pela criança e resolve que vai adotá-la. 
“Não somos as coisas que colecionamos, adquirimos, lemos. Somos, enquanto estamos aqui, apenas amor. As coisas que amamos. As pessoas que amamos. E estas, acho que esta realmente continuam.”
O livro possui outros personagens como:
- Amélia, ela é a representante de vendas que vai até a livraria mostrar os lançamentos. Digamos que o primeiro contato deles foi horroroso. Ela não conhecia o refinado gostos literário do A.J. e aos poucos no meio da conversa ela acaba indicando o livro chamado "Desabrochar Tardio", que é de um autor iniciante e é claro que A.J. recusa sem pensar duas vezes né. Porém depois de um bom tempo ele encontra o livro na residência e resolve lê-lo e o encantamento pela trama é inegável. O livro "Desabrochar Tardio" não existe, tá?! É um livro ficcional, tipo Uma Aflição Imperial de A Culpa é das Estrelas. 
- Tem também o policial, Lambiase, que por mais improvável que possa parecer, acaba sendo de grande ajuda para A.J. na investigação do livro desaparecido e entre outros problemas. 
- Ismay, irmã de sua falecida esposa, que sempre ajuda Fikry nos vários momentos e fase da sua vida. 
“É o medo secreto de que não é possível sermos amados o que nos isola [...] mas é apenas porque estamos isolados que pensamos não sermos amáveis. Certo dia, não se sabe quando, vai estar dirigindo por uma rua. E certo dia, não se sabe quando, ele, ou ela, aliás, estará lá. Será amado porque, pela primeira vez na vida, realmente não estará solitário. Terá escolhido não estar solitário.”
Devo dizer que, apesar dos poucos personagens que existem na trama a autora soube usá-los muito bem. Não vi pontas soltas e o livro não deixou a desejar. Fiquei encantada também com os inícios de capítulos, pois em cada início temos um comentário de Fikry sobre algum livro ou conto que leu. São muitos comentários que me deixaram com vontade de ler vários livros!  

É um livro extremamente leve, fácil e rápido de ler. A leitura flui muito bem, li em questão de horas, entra para aquela lista de livros para ler em um dia. Não se deixe enganar pelo números de páginas, o livro é uma graça e não julgue por ele ser fino, ele pode te surpreender
"As coisas que nos tocam aos vinte não são necessariamente as que nos tocam aos quarenta, e vice-versa. Isso é verdade para livros e para a vida."
A Vida do Livreiro A.J. FikryTítulo original: The Storied Life of A.J. Fikry
Autora: Gabrielle Zevin
ISBN-13: 9788565530668
ISBN-10: 8565530663
Ano: 2014 
Páginas: 190
Editora: Paralela
NOTA: 4/5



Love, kisses & rockets

Créditos das imagens
Imagens
: Blog Conversa Cult | Edição: Rosana Carlos

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