24 de janeiro de 2016

A Culpa é das Estrelas - John Green

Olá!! É muito difícil resenhar um livro que a maioria já conhece. Estou sendo muito ousada em trazer a resenha de um livro que praticamente se tornou um clássico. Mas, por outro lado, é sempre bom conhecer a opinião de outros leitores.
A Culpa é das Estrelas é um romance que poderia muito bem ser descrito como um típico livro teen. Acontece que a história envolve muito mais que isso.

A Culpa é das Estrelas

Hazel Grace, com apenas 13 anos de idade, foi diagnosticada com câncer nos pulmões. Três anos se passaram, ela se mantém viva, mas ainda sofre com a doença. Pra onde vai precisa carregar o cilindro de oxigênio.Hazel é muito ácida, e, devido ao seu estado, entendemos sua personalidade.
Augustus Waters é também um adolescente que sabe bem os males que o câncer traz. Afinal, perdera sua perna por inteiro por causa da doença. Em uma reunião de um Grupo de Apoio a Crianças com Câncer, os dois jovens se conhecem e a partir daí surge uma linda história de amor.

Sou farmacêutica, trabalho com pessoas doentes o tempo todo, e posso afirmar que a condição “doente” afeta muito a personalidade humana. A pessoa pode ficar mais divertida, para mostrar ao mundo que é forte. Ela pode se tornar mais agressiva, por não aceitar sua condição. Ela pode, ainda, se tornar chorosa e depressiva. E sabe quem acaba sofrendo mais? As pessoas que convivem com o enfermo.

É muito difícil. Tão difícil que geralmente o tema doença, na literatura, acaba por afastar leitores. Remete à morte, remete à dor, perda. Nunca à algo bonito. Nunca ao amor.

E foi isso que me atraiu para a leitura de ACDE. Queria saber como algo tão triste, que é o fato de dois adolescentes batalharem contra uma doença tão agressiva, atraiu a atenção de tantos leitores pelo mundo, se tornando um best seller e sendo, ainda, adaptado para os cinemas.

O autor criou uma história real. O que ele escreveu convence por ser palpável. Um adolescente, ao pegar a história para ler, é capaz de sentir o sofrimento dos personagens. Mas o livro não é só sofrimento, não mostra apenas a dor. Traz momentos de alegria, como o da viajem de Gus e Hazel para Amsterdã; momentos de romance, como a parte em que Gus convida Hazel para tal viagem, e também momentos de tristezas.

O enredo é como a própria doença: ficamos atentos, presos aos acontecimentos.  Sabemos que alguma coisa ruim pode acontecer há qualquer momento, e somos surpreendidos com o desfecho. Nunca estamos preparados para o que pode acontecer.

O meu sofrimento na leitura não foi por Hazel ou Gus. Foi pelos pais dos adolescentes. É possível sentir o desespero; notamos o quanto eles desejam proteger ao mesmo tempo em que acham necessário deixar seus filhos livres, pois não sabem como será o dia de amanhã na vida deles.
Foi por me apegar aos pais que a personagem Hazel não se tornou a minha predileta. Em muitos momentos da leitura, achei-a chata e individualista.

Então, por que classifiquei a história com 5 estrelas?
Pelo fato do autor criar algo palpável e mostrar para outros adolescentes que a vida é frágil; que enquanto muitos querem morrer por um ídolo famoso, outros lutam para viver por apenas mais um dia. Pelo fato dele ter criado uma história mágica para os leitores, trazendo relatos dos quais nos identificamos. Aliás, os dramas de leitora que Hazel passa é um dos pontos mais altos da história.
E não posso deixar de colocar que o romance adolescente é simplesmente lindo, fofo e envolvente.

Quer saber mais sobre a trama e de quebra conferir a opinião de outra leitora? Não deixem de ler a resenha da nossa amada Amanda ♥: CLIQUE

Ano: 2013
Páginas: 288
Editora: Intrínseca
Nota: 5/5

Sobre o autor: 
Foto -John Michael GreenJohn Green cresceu em Orlando, Flórida, a uma pequena distância da Disney World. Se mudou para Ohio para cursar a universidade, onde estudou Inglês e Religião. Por vários meses após se graduar, John trabalhou como capelão em um hospital infantil. Enquanto estava lá, teve a inspiração para escrever seu primeiro romance, Quem é você, Alasca?, que se tornou um bestseller nos Estados Unidos e ganhou muitos prêmios literários, como o Michael L. Printz Award nos EUA e o Silver Inky Award na Austrália. O segundo romance de John, An Abundance of Katherines, foi publicado em 2006 e se tornou finalista do Los Angeles Times Book Prize e também nomeado livro de honra do Michael L. Printz. Paper Towns, publicado nos EUA em 2008, estreou em quinto lugar na lista dos mais vendidos do The New York Times e ganhou o Edgar Allan Poe Award pelo melhor romance de mistério. Em 2009, Paper Towns foi eleito em primeiro lugar por mais de 11 mil leitores no Top 10 dos Adolescentes da American Library Association.


Love, kisses & rockets
Crédito das Imagens:

2 comentários:

  1. Concordo com você quando tu diz que é difícil fazer resenha de um livro que se tornou praticamente um clássico! Deve ser complicado mesmo,até porque como a maioria das pessoas já leram aí deve achar que fica repetitivo sabe. Tipo mais do mesmo! mas a sua resenha ficou excelente. Abraço.

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    1. Olá Luciano, tdo bem? Particularmente não acho que se torna repetitivo, uma vez que as opiniões são bem distintas e cada leitor leva um ponto em consideração. Acho difícil resenhar "clássicos" pelo fato da existência de fãs que julgam caso você compartilhe de uma opinião negativa.
      Obrigada por conferir,

      Beeijos

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