3 de maio de 2016

Neve na primavera, Sarah Gio.

Olá leitores!

"Neve na primavera" foi um dos lançamentos que mexeu com a galera. E como recebi de parceria ano passado lá no blog, trouxe para vocês.

Seattle, 1933. Vera Ray dá um beijo no pequeno Daniel e, mesmo contrariada, sai para trabalhar. Ela odeia o turno da noite, mas o emprego de camareira no hotel garante o sustento de seu filho. Na manhã seguinte, o dia 2 de maio, uma nevasca desaba sobre a cidade. Vera se apressa para chegar em casa antes de Daniel acordar, mas encontra vazia a cama do menino. O ursinho de pelúcia está jogado na rua, esquecido sobre a neve. Na Seattle do nosso tempo, a repórter Claire Aldridge é despertada por uma tempestade de neve fora de época. O dia é 2 de maio. Designada para escrever sobre esse fenômeno, que acontece pela segunda vez em setenta anos, Claire se interessa pelo caso do desaparecimento de Daniel Ray, que permanece sem solução, e promete a si mesma chegar à verdade. Ela descobrirá, também, que está mais próxima de Vera do que imaginava.


Para começar, devo dizer que não conhecia o primeiro trabalho da autora "As violetas de março" e muito menos imaginava que algum personagem da obra aparecesse nesse livro, mas nada que umas pesquisas não me atualizassem. Como bem diz a sinopse, temos duas histórias intercaladas, narradas em primeira pessoa por Vera Ray em 1933 e Claire Aldrigde nos dias atuais. O que liga as duas é o "inverno das amoras pretas". Capítulo após capítulo, a autora faz muito bem esse jogo narrativo intercalado me fazendo devorar a obra. Sou fã de um bom mistério e a primeira pergunta que passa pela minha cabeça é "O que aconteceu com o Daniel?"
"Os segredos têm dessas: sempre encontram seu caminho. Mesmo que leve uma vida toda." (pág. 302)
O fato de gostar de mistérios e ler muito sobre o gênero fez com que eu criasse algumas teorias. Acertei e descendeu algumas porém em alguns desfechos a Sarah me surpreendeu. Fiquei extremamente comovida com o drama da Vera e revoltada por sua morte sem saber do paradeiro do filho. Já a Claire me irritou um pouco. Tudo bem que ela tinha seus próprios dramas familiares com o marido, Ethan, mas algumas atitudes da personagem me incomodaram. Sorte que ela tem "um momento de revelação" e percebe que a vida é para ser vivida. Uma mulher tão forte quanto Vera.

"O coração nunca se esquece da nossa mãe." (Pág. 321)
No mais, é uma leitura que eu recomendo. Alguns personagens são muito especiais, como a Eva. A diagramação está perfeita e essa capa, não preciso nem comentar né? Em uma nota final, Sarah explica que a inspiração para a obra veio da canção "Blackberry Winter" ( Inverno das amoras pretas) quando a ouviu no rádio com a família e que precisava pesquisar sua letra. A autora também afirma que a temática central da obra é a maternidade. Eu concordo pelo drama vivido por Vera e Claire mas também acho que é sobre destino, porque afinal, muitos anos se passaram mas o destino se encarregou de "resolver" a história. Recomendo!

PS: Amei o fato de Vera ter deixado uma carta. Toda a carga da cena merecia, Daniel merecia. Emocionante demais!!

ISBN:9788581637211
Ano:2015
Páginas:333
Editora:Novo Conceito

Sobre a autora
Sarah Jio é jornalista e já escreveu para muitas revistas conhecidas. Hoje é responsável por um blog de saúde e bem-estar, o Vitamin G. Sarah vive em Seattle com o marido, três filhos e Paisley, um golden retriever que rouba pés de meias.















Créditos das imagens
Fotografia e edição por Juliana Rovere

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